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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Delator diz que deputados federais do Paraná receberam propina da JBS

No depoimento, Saud não cita quais doações foram feitas oficialmente e quais foram de propina. Todos os parlamentares citados negam envolvimento no esquema
O delator Ricardo Saud, diretor da empresa que controla a JBS, disse, em delação premiada acordada com a Procuradoria-Geral da República, que seis deputados federais do Paraná receberam propinas para as campanhas de 2014. Na planilha entregue pelo diretor, na qual os pagamentos irregulares são relatados, segundo ele, estão 1.829 nomes de políticos, de 28 partidos brasileiros. Entre os paranaenses, são citados, com os respectivos valores em propina descritos pelo delator: Aliel Machado (Rede) – R$ 100 mil/ Nelson Meurer (PP) – R$ 700 mil/ Dilceu Sperafico (PP) – R$ 900 mil/ Luiz Nishimori (PR) – R$ 400 mil/ Giacobo (PR) – R$ R$ 250 mil/ Zeca Dirceu (PT) – R$ 47,5 mil... No depoimento, Saud não cita quais doações foram feitas oficialmente e quais foram de propina. Segundo ele, 167 deputados federais, de 19 partidos diferentes, foram eleitos com ajuda do dinheiro irregular da JBS. O que dizem os deputados O deputado Luiz Nishimori afirma que não recebeu dinheiro e que não conhece ninguém da JBS. “Nada recebi diretamente dessa empresa. Apenas recebi doações através do diretório nacional do meu partido, mas tudo devidamente contabilizado, registrado e declarado no TRE conforme a legislação eleitoral de 2014″. O deputado Aliel Machado, eleito pelo PC do B, também negou que tenha recebido dinheiro da empresa. “Fui o único deputado eleito da nossa região que não recebeu doações de empresas privadas, mesmo sendo permitido na época. Recebi doações de pessoas físicas e do meu antigo partido, como essa doação, que é uma doação pública, prestado contas à Justiça, e aprovada por unanimidade”. O deputado Giacobo afirmou que nunca favoreceu a JBS e que todas as doações para sua campanha foram legais. “Nunca propus nem apoiei qualquer medida legislativa destinada a apoiar a JBS. Muito pelo contrário: sempre combati a cartelização. Jamais mantive contato com qualquer integrante da JBS. Os recursos que recebi para minha campanha foram oriundos do Diretório Nacional do Partido da República, que os recebeu da JBS e de diversas outras empresas, as quais contribuíram de acordo com a legislação eleitoral vigente”. Os deputados Nelson Meurer, Dilceu Sperafico e Zeca Dirceu também afirmaram que não mantiveram contato com os dirigentes da JBS e que o dinheiro foi arrecadado e dividido entre os candidatos pelos diretórios partidários. Eles dizem que todas as doações a eles foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

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