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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Richa, Gleisi e Osmar Dias são citados em lista da Lava Jato divulgada pelo STF

Outros três políticos paranaenses também aparecem na lista de divulgada pelo ministro Fachin.
Conforme o portal G1 Paraná, pelo menos seis políticos paranaenses são citados na lista de pedidos de investigação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ministro Luiz Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A lista foi divulgada nesta terça-feira (11), quando Fachin também retirou o sigilo sobre as delações envolvendo executivos do Grupo Odebrecht. São citados na lista o governador do estado Beto Richa (PSDB), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), o ex-senador Osmar Dias (PDT), o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Abelardo Lupion e o marido de Gleisi, o ex-ministro Paulo Bernardo. Há ainda na lista um pedido de investigação sobre propina que teria sido paga ao ex-deputado José Janene (PP), morto em 2010. O caso envolvendo Beto Richa foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), órgão ao qual compete o julgamento de casos envolvendo governadores. Já o caso envolvendo Gleisi e Paulo Bernardo segue no STF, pois a senadora só pode ser julgada nessa corte. O mesmo acontece com o deputado federal Zeca Dirceu. A citação a Osmar Dias mostra que o caso onde ele é citado será levado à Justiça Federal do Distrito Federal. No mesmo caso, também é citado o presidente do PDT, Carlos Lupi. O caso envolvendo Abelardo Lupion ficara a cargo da Justiça Federal no Paraná, bem como o caso envolvendo Janene. Caberá a cada uma dessas instâncias decidir se serão abertas as investigações contra os políticos citados, com base nas provas apresentadas até o momento. Outro lado A assessoria do governador Beto Richa afirmou qu desconhece a citação do nome dele na lista investigados e que o dinheiro de todas as campanhas tiveram a origem declarada à Justiça Eleitoral. O deputado Zeca Dirceu informou que não há nenhuma prova que o ligue aos casos investigados na Operação Lava Jato e que as doações que recebeu são legais e declaradas. O ex-ministro Paulo Bernardo informou que não fez qualquer pedido ou teve conversas com executivos da Odebrecht para tratar da inclusão de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A senadora Gleisi Hoffmann disse que só vai se pronunciar quando tiver informações sobre o processo. O ex-senador Osmar Dias e o presidente da Cohapar Abelardo Lupion, não foram encontrados para comentar o caso.

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